Um dos principais objetivos de ir para Nova Iorque era, além da montanha de compras, ir ao maior número de shows legais possível. E, considerando a curta estadia, até que conseguimos assistir a uma programação bem boa:
(Desculpem, mas não consegui instalar o aplicativo para tocar as músicas aqui direito. Assim que conseguir faço o update.)
O Isaac é um amigo meu que mora lá e me ligou avisando que ia ver o show dessa banda, que para mim era uma mera desconhecida até então. Como Issac é uma pessoa fina, bem apessoada e de ótimo gosto, decidi confiar na escolha e ir lá ver se a tal banda prestava.
Detalhe é que antes de chegar no lugar do show entramos no lugar errado: era tipos uma buatchy Árabe, com narguilés, tocando umas músicas bizarras. A sorte é que não pagava para entrar e a gente logo se ligou que não fazia o menor sentido o Isaac, menino que fez bar mitzvah e tudo, nos convidar para o tal do lugar.
Mas resumindo: Little Dragon é bom. Gostei muito e já estou providenciando a discografia. Confesso que não pesquisei muito, mas tenho certeza que o nome da banda é por causa da vocalista. Essas menina aí da foto, que deve ter um metro e meio, mas canta alto que é um beleza.
Surpresa, surpresa. Fomos assistir ao show do Devendra Banhart e ganhamos uma rápida apresentação do Little Joy de brinde (luv u Fabriiiizio). Já tinha assistido antes e sou mega fã. Se Amarante eu fosse, nunca mais voltava a tocar comLos Hermanos.
Destaque para Binki Shapiro, sem a qual a banda passaria muito bem, obrigada. Mas, sendo a namoradinha da bandam, os meninos não se importam que ela fique ali no cantinho bem quietinha tocando xilofone…
Devendra chegou ao palco com suas roupas do verão de 72 e foi tirando…até sobrar uma camiseta da HBO (não pergunte). Ele é tipos o Caetano gringo, fez um show bem bom, apesar de ser acústico a maior parte do tempo.
A merda é que foi num teatro, então todo mundo tinha que ficar sentadinho, bonitinho, senão vinham os seguranças e te mandavam voltar pro lugar. Mas Amarante fazia parte da banda, então só por isso já valeu a entrada.
(Parênteses)
Compramos ingressos pra mais uma noite de show do Devendra, dessa vez num lugar mais bagunçadinho, no Brooklin. Mas esse dia foi muito cansativo e decidimos que dormir valia mais que ir atéee lá ver o mesmo show (mesmo que dessa vez fosse em pé e bebendo).
(Fecha parênteses)
Pixies (não vou nem linkar: se não conhecer, morra)
Acaso dos acasos. Estávamos no hotel e o Ian desceu para comprar qualquer coisa. Quando estava voltando, se deparou com uma grande fila de indies trintões. DO LADO DO HOTEL. Curioso que é, parou para perguntar o que era aquilo. Mui bien: era nada menos que o show do Pixies, minha ex-banda preferida nos anos 90.
Decidimos nos aventurar comprando com os cambistas, já que a bilheteria estava esgotada. Para o Ian o cara ofereceu um ingresso a $100, para nós dois juntos a $120. Que que cês acham?
Entramos. O show já tinha começado e milhares de pessoas que foram jovens nos anos 80 se acotovelavam para ouvir Here Comes Your Man mais de perto. Passei quase meia hora sem enxergar nada além das costas de gigante na minha frente. Até que conseguimos chegar um pouco mais perto e deu para dançar horrores na hora de Manta Ray e Hey.
Conclusão: ótimo show, mas banda sem vontade nenhuma de tocar ou qualquer empolgação por estar ali. Certeza que os integrantes da banda se detestam e ficam ensaiam por conference call. Se Black Francis eu fosse, faria que nem o Sex Pistols e intitularia logo a turnê de algo como “a-gente-se-odeia-mas-precisa-d0-dinheiro”.
Outra ótima surpresa. A banda desconhecida que abriu o show do Zero 7, foi incrível. O vocal principal é feminino e as músicas são ótimas para dançar. Um dos tecladistas me lembrou uma versão gay e melhorada do Brandon Flowers. Se eu fosse você ia ouvir as músicas no Myspace deles agora.
Don’t bother. Definitivamente não é uma banda para se assistir ao show. Achei paradão demais, muitas vezes dava vontade de nem assistí-los e só ficar sei lá…twittando.
Eles tem uma apresentação ótima, digo, formam um banda bonita (destaque para a vocalista neguinha vestida de Billie Holiday), tocam bem demais e a qualidade do som é impecável. Mas esse sim era um show para teatro. E fomos embora antes de acabar porque o Ian começou a dormir de verdade e eu não aguentava mais beber Guinness.



















